Eram aqueles dois novamente, mas, desta vez, em circunstâncias diferentes. Ele lhe estendia uma rosa, sem se preocupar com a chuva escorrendo por seu corpo, os cabelos pingando em seus olhos. Ela apenas o encarava, protegida pelo guarda-chuva, completamente diferente de quando dissera que gostava dele.
Ela não tinha mais rosto de menina, não deixava a franja cobrir-lhe as belas feições, usava uma camiseta branca com bolinhas pretas, uma bota de couro alta, não parecia mais a mesma pessoa. Ele percebeu o que sentia pela garota há pouco tempo. Ela estendeu a mão, pegou a flor e cheirou-a delicadamente.
- Sabe... – Começou a garota, baixando a rosa e fixando o olhar nela. – Você poderia ter me ganhado apenas com essa rosa.
Ele abriu a boca para falar, um sorriso brotando em seus lábios, mas ela foi mais rápida, estraçalhando a flor com apenas uma mão, os olhos faiscando.
- Você sempre me ignorou, me achou criança, me fez esperar. Agora – A garota deixou as pétalas esmagadas tingirem o chão cinzento de vermelho sangue. – sou eu quem não quer mais.
Parecia cruel, mas era apenas os anos que haviam se passado em um único ato. Ela fora paciente, dera um tempo, chorara em silêncio, manteve-se fora do caminho dele, e não obteve resposta alguma. Agora, ela que estava indo embora, a mão de outro garoto enlaçada em sua cintura fina. No chão, o bilhete que ela jogara era bastante simples e compreensível, apesar da tinta borrada:
“Eu te disse que não podia e que não ia esperar para sempre. Tarde demais.”
Um comentário:
Oi Dani *again*
Já disse q adoro tuas histórias?
Quero a continuação daquela da casa mal assombrada!!!!
Vê se não demora!
Beijos da sua leitora mais fiel :*
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