Não consigo desviar o olhar
Até que você lance outro em minha direção
Baixarei o rosto, as bochechas a esquentar e corar
Como se tal momento nunca tivesse acontecido
Uma mera ilusão
Não somos exatamente o que posso chamar de próximos
Longe disso, talvez
Mas é difícil
E eu sequer entendo o por quê
Em alguns momentos, perdida a olhar para fora da janela
Me pergunto como tudo começou
Mas responder a isso seria responder como o Universo teve princípio
Talvez
E cada mínima parte sua me conquista
Olhos, mãos, risada, gostos...
Aquele maldito sorriso que desarmaria até mesmo o coração mais frio
Eu, então, não tenho a menor chance
Fico a lhe olhar
Por entre as barras
Da minha prisão
Da minha mente
E me sinto idiota
Tentando agradar em mínimos detalhes
Mínimas coisas
Não me importa o quanto isso me custe
Noites em claro
Meus lápis mais caros
Atrasar coisas que não podem ser atrasadas
Esquecer de mim
Se meu pagamento for um sorriso
Mas, se quer me ver realmente feliz,
Me abrace
Me diga olá
E então eu brilharei como uma estrela
Construirei minha própria noite, se necessário
Como se todos esses pensamentos fossem reais
Como se eu tivesse alguma chance
Pois, na realidade
A lua se apaixonou mais uma vez pelo Sol
Nenhum comentário:
Postar um comentário