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domingo, 18 de abril de 2010

Ma Cherry

Ela cantarolava uma música que tocava no rádio enquanto prendia o suspensório no short xadrez. Não lembrava seu nome, mas sabia como cantá-la por inteiro. Straight Through My Heart, do Backstreet Boys era a primeira música que tocava na rádio naquele dia.

O calor de quase 40 graus deixava o dia lindo e perigoso. Nas ruas, homens e mulheres com roupas claras, curtas e molhadas pelo suor. Sobre as pedras escaldantes das calçadas, sandálias e chinelos queimando os pés de seus usuários.

Ao contrário de todos eles, Cherry estava usando uma camiseta preta colada ao corpo, meia arrastão, shorts e um All Star rabiscado de cadarços coloridos. Com uma última olhada para o espelho, sorriu para a garota de cabelos negros e franja descolorida. Era seu primeiro dia de férias, então poderia ir ao shopping comprar algumas coisas.

Assim que saiu para a rua, ficou tonta. Sentia-se extremamente mal, não conseguia respirar direito, não encontrava o corrimão da escada do seu prédio para se apoiar. Em menos de um minuto, sua visão ficou negra e ela desabou ali mesmo, na calçada fervendo.

Todos que passavam por ali a olhavam e seguiam seus caminhos. Poderia ser uma drogada, uma prostituta, uma vadia qualquer fingindo-se para roubar quem a ajudasse. Apenas um homem parou e ajoelhou-se ao seu lado.

Virou o rosto da garota para si e congelou. Se não fossem a franja descolorida e os fartos seios, poderia confundi-la com... Bem, a garota estava mal, não era tempo de ficar lembrando seu passado!

-xXx-


Os olhos azuis extremamente claros da garota se abriram devagar. Sua visão estava embaçada, mas sabia que não estava em nenhum lugar conhecido. Aos poucos começou a enxergar com clareza a sala onde se encontrava.

Todos os móveis, as cortinas, até mesmo a cor das paredes eram em tons frios, como o cinza, azul acinzentado, azul extremamente claro, branco, lilás. O ar-condicionado marcava 13 graus, uma temperatura fria para a maioria das pessoas. Cherry sentou e apoiou a cabeça nas mãos, notando que não estava mais com a roupa que havia saído de casa e que seus cabelos estavam molhados.

- Ah, você acordou! – O homem sentado no outro sofá a cumprimentou com um belíssimo sorriso – Pelo jeito eu acertei! Pressão baixa, não é? – A garota apenas concordou, analisando o anfitrião. Era bonito, não deveria ter mais de 35 anos, um sorriso perfeito, cabelos castanhos comuns, roupas também em tons frios – Espero que não se importe com o banho... Nem de usar uma das minhas camisetas. Aquela roupa que você estava era muito quente.

- Ah... Obrigada – Cherry mexeu-se, meio desconfortável por saber que estava somente com a camiseta do rapaz e suas roupas íntimas – Posso saber o nome do meu “salvador”?

- Kyle. Kyle Walker, ó bela donzela – Disse ele, rindo da brincadeira – E o seu?

- Cherry. Cherry Smith, bravo cavaleiro – Ela o imitou. O sangue do rapaz congelou novamente em suas veias. Se ela era tão parecida com Daniel e seu sobrenome era o mesmo, só poderia ser a irmã que ele nunca havia visto. Gêmeos. – O que aconteceu? – Perguntou Cherry, assustada com a brancura de Kyle.

- Nada... Hum... Sua família não vai ficar preocupada se você não der sinal de vida? – Ele tentou desviar o assunto.

- Não, não... Moro sozinha. – Ela deu de ombros.

- Então não teria problema nenhum você ficar aqui, não é?

- Porque você quer que eu fique? – Cherry ergueu uma sobrancelha.

- Se você sair, vai desmaiar de novo – Ele explicou – Está 34 graus na rua, e são quase nove da noite.

- Droga! – Ela resmungou – Bem, então acho que vou ter que passar a noite aqui mesmo...

- Prefere colchão normal ou de água? – Perguntou Kyle.

- Normal, não consigo dormir no de água.

- O.k, então... – Ele sorriu, triste. Cherry era tão igual ao irmão... – Só tem uma cama normal e... Bom, se você se sentir incomodada... Nós nem nos conhecemos e... Isso não vai significar nada, mas né...

- Eu topo dormir na mesma cama que você – A garota foi direto ao ponto.

- Como você é direta!

- Embromação não faz parte do meu dicionário interno.

- É, isso foi algo que eu notei – O homem riu.

- Posso ficar aqui até o calor passar?

- Mas e se isso demorar...

- Não me importa o quanto vai demorar. Não quero morrer torrada no meio da rua esperando caridade de alguém! Uma vez foi suficiente, obrigada.

- Calma, cachorrinho! Já te vacinaram? Eu poderia jurar que vi uma espuma na sua boca... – Brincou Kyle.

- Já te disse, não é pra ficar dando voltas na hora de falar comigo. Fala de uma vez e pronto, é como tirar um curativo. Vai doer do mesmo jeito, dói até mais quando tirado aos poucos.

- É uma boa teoria – Ele concordou.

- Ah, droga!

- O que foi?

- Meu remédio...

- Remédio de quê? – Kyle ergueu uma sobrancelha.

- Há pouco tempo atrás... Uns três meses... – Quando Daniel morreu – Eu comecei a ver um rapaz... Ele era bem parecido comigo, sabe... Só não tinha a franja descolorida, era toda preta – Exatamente a descrição do irmão gêmeo – Eu não sei, comecei a ver ele nos espelhos... Então meu médico receitou esse remédio pras alucinações.

- E elas pararam?

- Não, mas o remédio me ajuda a relaxar – A garota deu de ombros

- Acha que consegue passar uma noite sem o remédio?

- Uma noite, até duas... Mas eu não sei quanto tempo eu vou ficar aqui. E se eu tiver que ficar o mês aqui?!

- Eu vou ter que aprender a comprar roupas femininas – Riu tremulamente ele. Não sabia se deveria contar a ela ou não sobre o irmão gêmeo. Decidiu não contar. Não naquele momento.

-xXx-


Os segundos demoram a passar quando se está sozinho. Essa era uma boa frase para Kyle, que tinha os olhos fixos no relógio que nunca avançava. Cherry estava adormecida ao seu lado, totalmente satisfeita com a temperatura de 10 graus.

Seu pequeno caderno, que estava sempre ao lado da cama com uma caneta, pareceu bastante convidativo naquela noite silenciosa. Não podia ser chamado de diário, mas muitos pensamentos íntimos estavam ali. Como o primeiro dia que se viram, como quando começaram a sair, como todas as brincadeiras que fizeram, como todas as noites que passaram juntos, como tudo acabara de forma trágica.

Daniel e Kyle não eram namorados, não oficialmente. Costumavam ser um grupo de cinco amigos, as cinco pestes da cidade. Todos se conheciam desde bem pequenos.

Dois deles viajaram para o exterior, para conseguir melhores oportunidades de trabalho, e o outro fugiu com a namorada, já que os pais não apoiavam a decisão. No início era uma amizade normal, dois amigos de infância se divertindo e aproveitando o melhor da idade. Até o jogo com alguns outros amigos.

O tradicional jogo com os dois dados. Um com uma parte do corpo, outro com uma ação. Sorte ou infortúnio, um marcou “Boca” e outro marcou “Beijar”.

Durante mais de dois anos, eles saíam juntos, faziam algumas “brincadeiras”, eram perfeitos um para o outro, um casal extremamente bonito. E um único dia mudou tudo. Para sempre.

Daniel fora assassinado com várias facadas ao longo do corpo e um tiro na cabeça. Malditos homofóbicos. Tudo diante dos olhos incrédulos de Kyle, que fora obrigado a assistir os olhos tão azuis se fecharem para toda a eternidade. Ninguém nunca mais viu as maiores belezas daquele tão estranho casal.

Os olhos tão azuis nunca mais abririam e o sorriso tão branco, brilhante e parelho nunca mais seria dado com tanta alegria e cumplicidade. Duas vidas foram tiradas naquele dia.
O caderninho voltou a descansar sobre a mesa de cabeceira. O homem deitou e finalmente entregou-se ao cansaço provocado pelas lágrimas. Com sorte, a dor de cabeça ficaria mais fraca pela manhã.

-xXx-


- Bom dia, cidade! São sete e meia e a temperatura já está em 33 graus! Fiquem agora com a música When I’m Gone, do Simple Plan! – Anunciou a voz no rádio, sendo seguida da música dos canadenses.

Pela claridade, Cherry poderia jurar que estava perto do meio dia. Pelo menos o calor não a afetava ali. “Mas a fome sim”, pensou ela ao sentir o estômago roncar.

Não demorou muito para achar Kyle na cozinha, cantando uma das antigas da Britney Spears, Toxic, com um avental de cozinha e um chapéu ridículo de cozinheiro tentando se achar com as torradas, sanduíches e frios. A cena era bastante divertida, e o cheiro estava delicioso. Seu estômago roncou novamente, implorando por comida.

- Que cheiro boom! Quando fica pronto? – Perguntou a garota, olhando para a bonita mesa com um café da manhã de revista preparado.

- Quando você estiver com fome, ma chérie. – Respondeu ele com um pequeno sorriso.

- Feito, eu tô com o estômago colado na coluna! – Comemorou a pequena, vestida apenas com a camiseta de Kyle. Poderia parecer indecência se a barra da peça não ficasse em seus joelhos.

- Essa camiseta fica tão grande em você... – Comentou ele – Você é tão pequena assim?

- Eu não sou pequena, você que é gigante demais!

- Qual a sua altura, pequena?

- Um metro e cinqüenta e cinco.

- Eu tenho um metro e noventa. Tampinha!

- Ah, seu chato! Depois a gente discute isso, quero comida!!! – Choramingou ela.

- O.k! Prefere achocolatado ou café?

- Um copo de leite com duas colheres de Nescau é suficiente pra mim.

- Então tá... Quente ou frio?

- Isso foi uma pergunta retórica? – Perguntou Cherry com um meio sorriso nos lábios.

- Acho que sim...

-xXx-


As horas passavam e o calor não diminuía. Nem mesmo de madrugada o três desaparecia do marcador digital da rua. Estava quase insuportável.

Para alguns, o calor era o maior incômodo. Para Kyle, o maior incômodo era ter que guardar aquele segredo e ver a garota agir tão igualmente ao irmão. “Deus deve me odiar” pensou ele.
O homem levantou-se, deixando Cherry escrevendo em alguns papéis como uma criança entediada na casa dos tios. Precisava lavar o rosto, pôr as idéias no lugar. Precisava de Daniel.
Fechou a porta do banheiro e trancou-se. Qual seria o problema de contar para ela do irmão gêmeo?

- Que ela possivelmente ficaria com nojo de você. Não são todas as pessoas que entendem o amor entre duas pessoas do mesmo sexo – O seu reflexo no espelho havia tornado-se mais pálido, os olhos viraram azuis extremamente claro e os cabelos negros como a noite caindo em uma franja lisa sobre o olho.

- Mas Daniel, ela é sua irmã gêmea! Ela é tão igual a você... – Kyle ergueu a mão e tocou a superfície lisa e gelada do espelho.

- Por mais parecida que ela seja comigo, somos pessoas diferentes, Kyle!

- Não deveriam ser... Você não deveria ter morrido! Foi minha culpa! – As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dele – Se eu não tivesse...

- Ah, nem começa, Kyle! Eu posso estar morto, mas já ouvi demais você se culpando por essa besteira! O destino é traçado quando nós nascemos, nada que você fizesse mudaria isso. Eu morreria de jeitos até mesmo piores, então cala essa boca!

- Sua irmã é igual a você – Kyle sorriu, ainda com as lágrimas correndo por seu rosto.

- Lava essa cara, toma um banho, faz o que quiser, mas você vai ter que voltar lá, encarar ela e tentar me esquecer. Nada é para sempre, Kyle. Nem a dor, nem a felicidade. No final, tudo dá certo – Daniel piscou travessamente.

- Mas... Tá tudo dando errado!

- É porque ainda não é o fim! – Ele sorriu levemente e desapareceu, deixando em seu lugar o reflexo do outro.

-Kyle? Você morreu aí dentro? – As batidas na porta o sobressaltaram. Havia perdido a noção do tempo que estava ali dentro

- Não, não! Tô vivo ainda! – Ele lavou rapidamente o rosto e abriu a porta – Tava pensando um pouco. Desculpe a demora.

- Nossa, você deve ter maquinado um livro inteiro de filosofia aí dentro! Tava trancado há mais de uma hora, sabia?

- Sério? – Kyle passou a mão nervosamente pelos cabelos, deixando-os úmidos – Não pareceu tanto tempo quando eu estava lá.

- Vem comer! Tive que me controlar pra não acabar com toda a comida. Você pode comer tudo o que eu deixei! Sinta-se em casa – Ela sorriu travessamente.

- Muito obrigado – O homem começou a rir

- Você tem um sorriso lindo, sabia? - Perguntou a garota, fascinada com os dentes brancos e parelhos dele.

- E você tem belos olhos, sabia? – Os mesmos olhos que Daniel tinha. Seu peito estava apertado, precisava contar para ela, precisava! Enlouqueceria se não o fizesse – Cherry... Eu tenho uma coisa pra te contar...

Cherry encarou-o firmemente. Sabia que não seria algo de seu agrado pela expressão no rosto do mais velho

- Muito bem – Ela puxou-o pela mão e sentaram no sofá. Teriam uma longa conversa.

- Você se lembra do rapaz no espelho? – Perguntou ele

- Como não lembraria, ele era quase o meu reflexo!

- O nome dele é Daniel. Ou era... – Kyle foi até uma das gavetas e jogou-lhe uma foto – Ele morreu há uns três meses, assassinado por homofóbicos.

- Então ele... Ele é real? – A garota mantinha o olhar fixo na fotografia.

- Ele sempre foi meu amigo, desde que nós éramos crianças. Éramos as cinco pestes da cidade – Ele sorriu tristemente ao lembrar – Algum tempo mais tarde, acabamos virando algo mais. Não éramos bem namorados... Mas éramos algo bem próximo. Ainda me lembro do dia em que os desgraçados nos pegaram. – Os olhos castanhos estavam totalmente distantes, perdidos nas memórias escuras – Eu praticamente arranquei-o da cama pra darmos um passeio. Ele não queria ir, queria ficar em casa dormindo... Ele tinha pressão baixa também... Mesmo assim, nós saímos. Os caras nos conheciam, só podia. Nos apagaram e nós acordamos em um quarto imundo, um de frente pro outro. Daniel já estava com várias facadas no corpo e mal conseguia ficar ajoelhado. Aí um dos caras deu um tiro na cabeça dele e uma coronhada na minha. Acordei em um beco qualquer com o cadáver da pessoa que eu mais amei sobre mim. – Algumas lágrimas escorriam pelo rosto de Kyle

- E como você sabia que eu... Sou irmã dele?

- Um dia ele me contou sobre uma certidão de nascimento que achara com as coisas da mãe. Era uma garota, Cherry Smith, nascida em três de outubro de 1989, às 23h56min, exatamente dois minutos depois dele – O homem a encarava – Ele havia planejado no dia seguinte te procurar. Já havia planejado tudo e descoberto tudo sobre você. Onde morava, por quem foi adotada... Só não sabia que eram tão iguais. Por isso que eu te tirei da rua. Não agüentaria que a irmã gêmea do meu parceiro morresse tostada em uma calçada qualquer confundida com uma vadia.

- Quantos graus está na rua? – A pergunta o surpreendeu.

- 19, por quê?

- Preciso esfriar a cabeça – Cherry se vestiu e saiu silenciosamente do apartamento, não deixando vestígio nenhum de que estivera lá. Como se nunca tivesse existido.

Kyle permaneceu sentado o tempo todo. Via o sol nascer e se pôr sem emoção nenhuma. O máximo que fazia era beber um pouco de água que estava em uma xícara ao seu lado.
Havia perdido os dois. Parecidos, gêmeos, diferentes. Perdera a vontade de viver novamente.
Sabia que aquela seria a reação da garota. Sabia que ela se assustaria. Sabia que ela estava se apaixonando por ele.

Mas um pensamento ainda estava em sua mente. Se não contasse, talvez seria bem pior. Especialmente se Cherry descobrisse a existência de Daniel por si mesma.

Um dia, ele ouviu a campainha tocar. Com muita má vontade, ergueu-se e andou em direção à porta. Ao abri-la, seu coração quase parou.

Cabelos curtos e completamente negros, olhos extremamente azuis realçados pelo forte lápis de olho, uma calça colada ao corpo, uma camiseta preta, All Star e uma munhequeira para completar o visual. Se não fosse a altura ou os seios, seria o irmão.

- Oi... Acho que eu peguei isso por engano – Cherry estendeu-lhe a foto de Daniel. Kyle recusou
- Ela é sua. Ele era seu irmão gêmeo. Sua família.

- Agora entendo porque eu me sentia alegre do nada ou ficava extremamente triste quando deveria estar sorrindo – Comentou ela.

- Daniel disse a mesma coisa – Sorriu o homem.

- Eu não sou o Daniel, Kyle

- Eu sei. Você é Cherry Smith. Por mais parecida com ele, por mais que aja como seu irmão, por mais que fale como um garoto... Você ainda é a irmã gêmea dele, não ele.

- É. Então... Acho que já vou andando...

- Mas por quê? Lá fora está tão quente! Você poderia ficar aqui, não é mesmo? – Disse ele manhosamente

- Ora, mas não posso ficar aqui sem minhas roupas, posso? – Piscou a garota

- Na verdade, até prefiro você com a minha camiseta – Kyle sorriu como há meses não fazia e selou os lábios dela com os seus. Sabia que sempre que olhasse para Cherry lembraria de sua grande paixão. Só que era preciso esquecer um pouco do passado para poder construir o futuro.
Para eles, o final foi feliz depois do gosto amargo das lágrimas. Casaram, tiveram um filho extremamente bonito chamado Daniel. Ele tinha os olhos de Cherry, o sorriso de Kyle e o nome do tio que nunca conheceria pessoalmente. Somente o veria nos espelhos.

Aquele fora o destino traçado para eles, muito mais feliz do que o de muita gente. Mas era simples assim. O que tiver de ser, será.


FIM

7 comentários:

Morgana La fey disse...

*testando comentarios*
eeeeeeeeeeeeeeee
Oi Danizinha! Seu primeiro comentário aqui, e ela é pra dizer que eu a-do-ro as histórias felizes (nem tanto .-.) que você faz aqui e também queria suplicar para você continuar a história da guria com o fantasma!!
Beijinhos da Momo

gabizinha disse...

xonai por essa hist. meeew, muit linda! e que hist é essa de fantasma??? posta, posta, posta posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta, posta... posta! vc é muito boa, parabens!

Mari (Nina) disse...

COFCOF, EUZENHA AKE TO PRA FALA QUE EU QUE AMO A VENA, NINGUEM VAI ROUBAR ELA DE MIM.
HAHA *invejinha*
BJ
KK
by Nina Dracula

íris disse...

eu sei q vc nem me conhece e pá... eu tbm não te conheço, mas vc tem talento amorr. são ótimas histórias, vc devria continuar ^^
bjões

-angel- disse...

oi meu amrzim! vs iscrev muituh bm, qro vs d minha escritorah particular!
tmo

Andressa disse...

Minha irmã já disse tudo. Gostei bastante do seu modo de escrever e suas ideias são fantásticas. Parabéns, amiga.

LiTTLe eMo DoLL -eMiLY disse...

OIOIOIOIOIOIOI! Meu amorzimho, não tenho nada pra dizer, a dedessa e a angel já falaram tudo. vc tah de parabéns por tudo! te amo